Dismorfia Corporal e os Comportamentos Aditivos e Dependências
- 13 de nov. de 2024
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Texto adaptado
O que é a "dismorfia corporal"?
A Dismorfia Corporal, também conhecida como a "Síndrome da feiura imaginária" pode ser compreendida enquanto transtorno psicológico caraterizado por uma preocupação exagerada com a aparência da própria pessoa. Nestes casos, a perceção que os sujeitos têm sobre a sua aparência física não corresponde à realidade, existindo uma supervalorização de pequenas características consideradas não muito favoráveis.
Atualmente, a dismorfia corporal já é reconhecida pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) e pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).
Como é que a dismorfia afeta as pessoas?
Pessoas com dismorfia corporal apresentam uma preocupação excessiva e constante sobre o seu corpo e aparência, identificando defeitos reais e/ou imaginários. Se real, estes aspetos podem ser quase impercetíveis, mas representam ser significativos aos olhos do/a próprio/a.
A obsessão com a perfeição prejudica a qualidade de vida dos indivíduos, principalmente ao nível social, já que, em casos de dismorfia as pessoas tendem a isolar-se receosas do que as outras pessoas possam pensar a seu respeito.
Estas pessoas tendem a adotar comportamentos obsessivos nas suas rotinas, tal como passar demasiado tempo em frente a espelhos à procura de novos defeitos e/ou para se avaliarem. Estes comportamentos tendem condicionar a vida dos indivíduos, provocando níveis de ansiedade e sofrimento elevados.
Quem é que sofre de dismorfia corporal?
Qualquer pessoa pode sofrer de dismorfia corporal, no entanto, este transtorno está mais associado aos/às adolescentes. Se pensarmos no sexo masculino, a dismorfia evidencia-se mais face à perda de cabelo e/ou no tamanho do órgão genital. Por outro lado, o sexo feminino tende a preocupar-se mais com o tamanho do quadril, das nádegas e com a pele.
Quais são os sintomas mais proeminentes?
Preocupação excessiva com defeitos corporais (mínimos e/ou inexistentes)
Elevada tendência para se comparar com os/as demais
Acreditar em determinado defeito de forma descontrolada, tendo em mente que as pessoas à sua volta o/a vão ridicularizar
Comportamentos obsessivos
Necessidade de validação por parte de terceiros (no entanto não acredita nas palavras proferidas)
Passar muito tempo ao espelho ou evitá-lo
Necessidade de recorrer de forma frequente a especialistas da área da estética, cirurgia plástica e/ou dermatologia
Sentimento de insatisfação constante após realizar procedimentos estéticos
Em casos extremos a dismorfia pode levar a alguns problemas, tais como:
Baixa Autoestima
Isolamento social
Transtornos de ansiedade
Distúrbios obsessivo-compulsivos
Dor ou risco de desfiguração devido a intervenções cirúrgicas frequentes
Comportamentos ou pensamentos suicidas
Como é feito o diagnóstico?
Este transtorno é normalmente de difícil de identificar dado que, pessoas com dismorfia tendem a esconder os sintomas por vergonha e/ou não reconhecem o seu problema.
O diagnóstico é realizado por um psiquiatra e/ou um psicólogo clínico, que avalia atitudes e comportamentos até conseguir perceber se...
Existe uma preocupação desmedida com pequenos defeitos ou defeitos inexistentes,
Existe uma repetição constante de comportamentos, como ver-se ao espelho,
A rotina é quebrada devido à preocupação exacerbada com a sua aparência.
Fontes completas:







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